Imagina a cena: Uma professora experiente, com uma jornada dupla, ou tripla, que por circunstâncias da vida, no último ano de sua primeira matrícula, para estar mais perto de casa, depois de alfabetizar, trabalhar com turmas dos diversos níveis: Fundamental I e II, Ensino médio... vai trabalhar numa creche e é presenteada com uma turma de 17 crianças de 2 aninhos de idade.
O que lhe parecia assustador pelas dificuldades apresentadas, entre elas: subir e descer uma escada com crianças de 2 anos de idade, percebe? Pois bem, apesar de tudo isso, esse foi um ano marcante na vida da professora. Então, vamos a uma dessas cenas marcantes.
Não é novidade pra ninguém que crianças brigam. E crianças de dois anos, brigam por quais motivos? Por todos: pelo brinquedo, pelo lanche, pelo lugar onde vai sentar e é claro, pela atenção da professora. E foi num cenário parecido que tudo aconteceu.
A professora desenvolvendo sua rotina diária, orientava as crianças a não brigarem, a compartilhar o espaço, os brinquedos e a atenção com os colegas, e um deles não estava entendendo muito bem as orientações e batia nos colegas.
A professora após algumas intervenções, chama o menino, coloca do seu lado e diz: “você está vendo seus colegas batendo em alguém? Estão todos comportados. Não pode bater nos colegas.” O aluno que ouvia atentamente e parecia entender o recado leva a mãozinha fechada (como que quisesse beliscar) bem perto do braço da professora, sem tocar e diz: Você é uma ‘pefessora’ muito ridícula.
Você riu? A professora não. Mas teve vontade. (rsrsrsrsrs)
Nilma Santos
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