O que determina quem você é? A sua conta bancária? A sua popularidade? A quantidade de amigos que você tem? Ou de “seguidores”?
Certa vez, ao participar de um curso, uma professora de História, que realizava um excelente trabalho com comunidades carentes e que lutava por uma educação libertadora e antirracista, disse que ao criticar atitudes de um certo jogador famoso, que com mais de 30 anos ainda era chamado de ‘menino’, reconhecido como uma das pessoas com mais seguidores no Brasil e no mundo, ouviu de um aluno:
__ Desculpa, professora! Mas perto dele, você não é ninguém.
Mas o que é que determina esse “ser alguém” ou “não ser ninguém”?
Por que um menino numa escola do interior valoriza mais alguém que ele nunca viu e que não sabe sequer da sua existência, em detrimento da professora que está diariamente mostrando a ele uma perspectiva de vida melhor? Temos aqui um grande problema: se esse menino crescer e não for um gênio em alguma coisa e não tiver milhões de seguidores e muito dinheiro na conta, provavelmente, ele se sentirá um “ninguém”.
Se um ídolo leva alguém a pensar que ele é melhor que os outros porque é uma celebridade e tem milhões de fãs, mesmo que faça isso de forma inconsciente, esse não é um bom exemplo de ídolo.
O compositor gospel Armando Filho, escreveu: “Quero que valorize o que você tem, você é um ser, você é alguém..."
Se você tem consciência do seu papel na sociedade, se é um cidadão consciente dos seus direitos e deveres, você é alguém.
Não deixe que alguém diga que você não é ninguém, ou pelo menos, não permita que isso norteie a sua vida.
Nilma Santos
@simplesmentenilma
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