Um pequeno texto de autor desconhecido, narra a história de um navio que estava em alto-mar, quando sobrevém uma grande tempestade. Ondas gigantescas balançavam a embarcação e diante desse cenário, as pessoas apavoradas corriam de um lado pro outro e tentavam amenizar a situação, ajudando a retirar as águas que iam se avolumando no interior do navio. Porém, alheio a tudo isso, um homem, sentado num canto do navio, lia um livro, calmamente.
__ Não estou preocupado! O navio não é meu.
O texto é fictício, mas nos sugere algumas reflexões: como não se preocupar estando no meio de uma tempestade? O que importa nessa hora quem é o dono do navio? Afinal, se o navio vier a afundar, qual a chance de alguém escapar?
Embora pareça loucura, muitas vezes nos comportamos assim. Provavelmente, você nunca disse: “o navio não é meu”, mas e... o problema não é meu?
Por que devo me preocupar com o desemprego, se estou empregado? Por que devo me preocupar com a causa indígena, se eu não sou um deles? Por que devo me preocupar com o desmatamento? Com as fortes chuvas do sul ou com a seca do nordeste?
O mundo, certamente seria bem melhor, se os problemas dos outros nos incomodassem tanto quanto os nossos próprios e se entendêssemos que estamos todos no “mesmo barco”.

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